No último domingo, fomos conferir a exposição “O Pequeno Príncipe” na Oca do Parque do Ibirapuera. Quem nunca ouviu falar do principezinho que atire a primeira pedra! Afinal, o livro é o terceiro no ranking dos mais traduzidos do mundo – fica atrás somente da Bíblia e do Corão. E não é à toa. A história é universal, conquista todas as idades e todas as etnias, tratando de temas como, amizade, amor, vaidade, respeito… Se você conhece ou não, vá à Oca de qualquer maneira. A exposição enche os olhos, e o coração também. Plagiando o Pequeno Príncipe: “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos”.

Logo na entrada, as crianças recebem um passaporte pois irão conhecer um mundo novo, na verdade um pequeno asteroide chamado B-612, onde vive o Pequeno Príncipe. Chegamos bem na hora que um grupo estava saindo com uma monitora (as visitas monitaradas começam a cada hora), e foi muito bom acompanharmos o grupo, pois logo no primeiro andar da exposição, há várias caixas vazadas, como as das fotos acima, que representam cada capítulo do livro. Com a monitora, pudemos relembrar ou conhecer a história. Cada caixa apresenta um tipo diferente de interação. Logo no início do livro, o Pequeno Príncipe pede ao narrador que desenhe uma ovelha, e nas paredes da caixa podemos atender o pedido do teimoso principezinho.

É difícil encontrar um lugar pra desenhar...
Mas a caixa que mais impressiona é aquela que representa o capítulo onde o Pequeno Príncipe pega carona numa imigração de passáros. Atrás de uma tela, e com a ajuda de um programa de computador, podemos pegar carona e viajar pelo universo… é muito bonito!


Um ator representa Saint-Exupéry e o acidente de avião no deserto.
No subsolo, podemos conhecer a vida de Antoine de Saint-Exupéry que foi um grande piloto de aviões e criou uma das primeiras linhas de correio aéreo. Há muitas referências de sua própria experiência de vida no livro que lhe tornou conhecido no mundo inteiro. Descobrimos que a rosa que o Pequeno Príncipe tanto ama, é na verdade Consuelo, a mulher com quem Sain-Exupéry se casou. O piloto também passou algum tempo no deserto e teve alguns acidentes parecidos com o do narrador da obra. Outra curiosidade é que Saint-Exupéry passou pelo Brasil, e o baobá que insiste em ameaçar o planetinha do Pequeno Príncipe foi visto pelo autor na cidade de Natal. Passou também por Florianópolis e ganhou um apelido dos moradores locais: “Zé Perry”.
A exposição ainda conta com vários documentos, livros, aquarelas originais, rascunhos e documentos do autor. No último andar podemos ter a experiência de andar no asteroide B-612 e encontrar a rosa, os vulcões e ainda deitar para admirar os outros planetinhas que o Pequeno Príncipe visitou.

Ao final da exposição não tem como não se inspirar pela obra e começar a olhar os pequenos detalhes da vida. Certamente, temos muito o que aprender com as metafóras tão bem construídas por Saint-Exupéry, e a maneira com que ele conseguiu captar o olhar de criança que tanto falo aqui no blog.
Informações:
Parque do Ibirapuera
Pavilhão Lucas Nogueira Garcez – OCA
Av. Pedro Alvarez Cabral, s/n° – Portão 03 – São Paulo – SP
De terça a sexta-feira, das 9h às 19h
Finais de semana e feriados, das 10 às 20h
(fechamento da bilheteria com uma hora de antecedência)
Fechado às segundas-feiras
R$ 18,00 (inteira) e R$ 9,00 (estudantes e professores com identificação
da instituição)
Entrada Franca para menores de 3 anos, maiores de 60 anos, público
especial e grupos de escolas publicas agendados.
+ (11) 3034-6424 ou www.opequenoprincipe.com





Duas peças estão em cartaz até o dia 1º de novembro. Na Sala Jardel Filho o grupo “Teatro da Gioconda” apresenta 



Amanhã (
A segunda dica da semana é a programação dos Doutores da Alegria. Continuando as celebrações de 18 anos de existência dos besteirologistas, a ONG segue pelo mês de Outubro com atividades para os pequenos e algumas para os grandões. Algumas das atividades já aconteceram e as próximas só serão na semana seguinte do feriado, mas como algumas precisam de inscrição prévia, dá tempo de se programar direitinho 



